Adoçante faz mal?
Tenho recebido essa pergunta com muita frequência, pois a “notícia” de que adoçantes não são aquela oitava maravilha do mundo que substitui o açúcar sem engordar já está se tornando cada vez mais popular. Muita gente fica confusa ao ver na mídia esse tipo de notícia. Como assim? Adoçante faz mal? Adoçante engorda? Perae! Como é que é essa história?!
Inúmeras pesquisas científicas já comprovaram ao longo dos últimos 15 anos (sim, isso nem sequer é novidade!) que os adoçantes, apesar da proposta boa, acabam tendo um efeito indesejável no cérebro e esse efeito é justamente o que a pessoa que está tentando emagrecer está tentando evitar!
Adoçantes “enganam” o cérebro tentando fazê-lo acreditar que você está consumindo açúcar e assim, se sinta satisfeito. Mas o que acontece é que o cérebro não se engana! O cérebro sabe que você não consumiu açúcar porcaria nenhuma, mas de alguma forma, o fato de ter “tentado enganá-lo” faz com que agora sim, ele queira açúcar de verdade! Tá pensando o quê?!
A partir daí, controlar o apetite, principalmente para comer doces (de verdade, com açúcar propriamente dito) torna-se o maior sacrifício da sua vida – e é desnecessário dizer que a maioria das pessoas acaba sucumbindo e comendo não só açúcar, mas tudo o mais que não devem (a outra opção é sofrer o terror de desejar doces e se privar!).
Além disso, nunca, em nenhuma pesquisa científica, foi encontrada qualquer evidência de que adoçantes realmente promovam perda de peso. Para coroar o perigo dos adoçantes ainda temos todos os compostos químicos que nem sequer foram profundamente estudados ainda para sabermos o quanto de estrago eles provocam em nosso corpo.
Refrigerantes diet, por exemplo, já foram ligados à doenças como fibromialgia e esclerose múltipla.
Açúcar de verdade, pelo contrário, (pásmem), pode ajudar na perda de peso! Como assim?!
Ao consumir açúcar de verdade, claro que em moderação, a área do cérebro que registra sensações de prazer é ativada e como você deve saber, um corpo feliz emagrece com mais rapidez e permanece magro, ao passo que, um corpo infeliz libera cortisol, disparado quando estamos estressados ou deprimidos, e o cortisol está ligado à obesidade.
Pode parecer uma coisa boba e sem sentido, mas comer aquele pedaço de bolo quando você está morrendo de vontade, não só o satisfaz, como o deixa feliz e tranquilo. Se privar do pedaço de bolo, contudo, fará com que você se sinta mal, tanto com seu próprio corpo (você pensa: se você fosse magro, não precisaria se privar daquele pedaço de bolo), quanto pelo fato de que você não terá aquele prazer. Isso pode fazer com que seu cérebro dispare cortisol em sua corrente sanguínea, fazendo com que você engorde ainda mais.
Confuso isso, não? Pois é, quem disse que o corpo humano é fácil?!
Há muitas dietas que promovem a ideia de que você deve comer de tudo, desde que controle as porções (a fim de não ultrapassar seu limite de calorias diário) e isso acaba funcionando melhor para muita gente, pois não tem aquela coisa de alimentos bons ou ruins.
É claro que na verdade, existem sim os alimentos bons e ruins e na prática, você deve fazer o maior esforço possível para evitar certos grupos como refrigerantes, bebidas alcóolicas e… doces, mas se você considerar o efeito psicológico extremamente negativo que a privação produz, siga em frente e delicie-se com moderação.
O segredo, porém, é fazer uma reeducação alimentar e se acostumar a não comer esses alimentos “ruins” com frequência, nem tê-los por perto. Se eventualmente você vai numa festa e tem bolo, coma sem culpa, ou sai com os amigos, tome sua cervejinha, mas no dia-a-dia, você mantém a disciplina. É essa discipina que vai lhe mostrar os resultados ao longo do tempo.
Ps. Algumas pessoas perguntam do Splenda. Já há pesquisas científicas que provam que o Splenda é ainda mais nocivo do que os adoçantes normais. Hey, nem tudo o que é natural é bom! Tem plantas que matam!
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